A internação da modelo capixaba Lara Marina Soares Tosta, que foi eleita Miss Brasil Supranational 2026, chamou atenção para uma situação que pode gerar dúvidas durante a gravidez: em quais casos uma gestante precisa permanecer no hospital por semanas ou até o nascimento do bebê? Lara está internada no Espírito Santo e, segundo informações divulgadas por sua equipe, deverá permanecer hospitalizada por orientação médica, com acompanhamento durante a gestação. O quadro dela e do bebê foi informado como estável.
Embora os detalhes do quadro clínico da modelo não tenham sido divulgados, a internação prolongada pode ser indicada em diferentes situações. Segundo Priscila Nogueira, ginecologista da Unimed Sul Capixaba, a hospitalização é necessária quando existe uma condição materna ou fetal que exige acompanhamento contínuo e que não pode ser realizado com a mesma segurança fora do ambiente hospitalar.

Entre os motivos estão pré-eclâmpsia, hipertensão de difícil controle, sangramentos, placenta prévia, ruptura prematura da bolsa, ameaça de parto prematuro, alterações importantes no crescimento do bebê, redução do líquido amniótico, algumas gestações gemelares e doenças maternas, como cardiopatias ou diabetes de difícil controle.
Internação não significa necessariamente gravidade
Estar internada durante a gravidez não significa, necessariamente, que a mãe ou o bebê estejam em uma situação grave naquele momento. Em alguns casos, a hospitalização funciona como uma medida de precaução para permitir acompanhamento mais próximo e uma resposta rápida caso o quadro se altere.
“Em algumas situações, a mãe e o bebê estão estáveis, mas existe a possibilidade de uma mudança rápida no quadro. Permanecer no hospital permite monitorização mais frequente e intervenção imediata, caso seja necessário”, explica Priscila.
A permanência pode durar dias ou semanas e, dependendo da condição clínica e da idade gestacional, se estender até o parto. A decisão considera os riscos envolvidos e busca definir o momento mais seguro para o nascimento.
Quando há risco de parto prematuro
Uma das situações que pode levar à internação é a ameaça de parto prematuro. Nesses casos, a equipe acompanha sinais de trabalho de parto, condições do colo do útero, presença de infecção, sangramento, perda de líquido e o bem-estar do bebê.
Dependendo da idade gestacional e do quadro, podem ser utilizados medicamentos para reduzir temporariamente as contrações, além de corticoides para acelerar a maturação dos pulmões do bebê. Em determinadas situações, também pode ser indicado sulfato de magnésio para neuroproteção fetal.
“O objetivo não é prolongar a gravidez a qualquer custo, mas ganhar tempo enquanto isso continuar sendo seguro para a mãe e para o bebê”, ressalta a ginecologista.
Pré-natal é fundamental
O acompanhamento pré-natal é uma das principais ferramentas para identificar alterações precocemente. Consultas regulares permitem monitorar a saúde da gestante e o desenvolvimento do bebê e, quando necessário, realizar exames adicionais.
A médica reforça que nem todas as complicações podem ser evitadas, mesmo quando a gestante segue os cuidados recomendados. Por isso, sintomas como sangramento, perda de líquido, contrações regulares antes do período esperado para o parto, dor abdominal intensa ou redução significativa dos movimentos do bebê devem ser avaliados imediatamente.
“Várias complicações obstétricas podem acontecer mesmo quando a mulher faz tudo corretamente. O acompanhamento adequado permite reconhecer precocemente qualquer alteração e agir no momento certo”, destaca Priscila.








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