HECI alerta para riscos do melanoma e importância do diagnóstico precoce

HECI alerta para riscos do melanoma e importância do diagnóstico precoce

Em alusão à campanha nacional Junho Preto, o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (Heci), referência no tratamento oncológico completo, reforça o alerta sobre o câncer de pele do tipo melanoma, considerado o mais agressivo e de maior risco de mortalidade.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil e são esperados 9.360 novos casos da doença no país entre o triênio 2026 e 2028, sendo 4.930 em homens e 4.430 em mulheres. Em 2023, a doença foi responsável por 2.047 óbitos no Brasil, os dados são do relatório de incidência de câncer no Brasil 2026, do Ministério da Saúde e Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Principais causas e fatores de risco

A exposição à radiação ultravioleta é o principal fator de risco para o melanoma. Pessoas de pele clara são mais vulneráveis, mas ninguém está isento. O uso de câmaras de bronzeamento artificial também é associado ao aumento do risco da doença. Histórico familiar, presença de pintas atípicas e queimaduras solares ao longo da vida completam o quadro de alerta.

Sinais e prevenção

O melanoma, especificamente, pode surgir em qualquer área do corpo, pele ou mucosas e debaixo das unhas, manifestando-se como manchas, pintas ou sinais. Em pessoas negras, é mais comum nas regiões da palma das mãos e planta dos pés. Os principais sintomas incluem manchas que coçam, descamam ou sangram; pintas que mudam de tamanho, forma ou cor; e feridas que não cicatrizam em até quatro semanas.

Para o cirurgião oncológico do HECI, Raphael Araujo Costa, algumas medidas simples de prevenção diminuem o risco de câncer. “Evitar a exposição solar, utilizar chapéu, óculos de sol e o uso de protetor solar diário, mesmo em dias nublados, especialmente em regiões no Brasil onde a incidência de radiação solar é  mais elevada. O uso de fontes artificiais de radiação ultravioleta, como câmaras de  bronzeamento, e outros tipos de bronzeamento caseiros, pode causar queimaduras e também deve ser evitado,” afirma.

Ainda segundo o cirurgião oncológico, quem já teve a doença ou possui  histórico familiar, deve manter uma rotina de vida saudável e buscar o acompanhamento anual como prevenção, especialmente aqueles que possuem muitas “pintas” pelo corpo.

“Muitas vezes, a doença se esconde atrás de uma pinta, enegrecida ou não, levemente elevada e aparentemente inofensiva, que não desperta nenhuma suspeita logo de início. O diagnóstico tardio pode exigir cirurgias extensas, com sequelas permanentes, e comprometer as chances de curas, por se tratar de uma doença extremamente agressiva e de rápida disseminação (metástase),” explica.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é clínico , através de um exame bem minucioso da pele, em busca de lesões suspeitas (dermatoscopia), e podendo ser confirmado por biópsia.

“Aquelas pintas ou manchas suspeitas ou, com potencial para malignização, devem ser removidas de forma preventiva, especialmente as localizadas nas solas dos pés e palmas das mãos. Lembrar que existe um tipo mais raro de melanoma – o amelanótico, que se apresenta como lesões não enegrecidas e muitas vezes rosadas, ” finaliza. O tratamento varia conforme o estágio da doença, incluindo a cirurgia para remoção do tumor – em casos de doença localizada, imunoterapia, radioterapia ou quimioterapia em casos mais avançados.

O Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (Heci) é referência em alta complexidade com tratamento oncológico completo clínico e cirúrgico, com quimioterapia, radioterapia, braquiterapia e cirurgias robóticas e convencionais, além de contar com um corpo clínico e multiprofissional qualificado e humanizado.

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