Duas equipes do SESI Espírito Santo conquistaram prêmios extras na RoboCupJunior Americas SuperRegional 2026, realizada entre os dias 22 e 25 de outubro, em Toronto, no Canadá. A The Walking Lego, do SESI Jardim da Penha, recebeu o prêmio de Representação Cultural, enquanto a Vórtex, do SESI Cobilândia, conquistou o prêmio Superteams em parceria com outras duas equipes. Os grupos competiram na modalidade OnStage, que combina robótica, tecnologia e expressão artística em apresentações com robôs autônomos.
“Participar de uma competição internacional como essa demonstra como a educação em robótica contribui para o desenvolvimento de competências que vão além do conhecimento técnico. Os estudantes trabalham a criatividade, a colaboração e a capacidade de resolver problemas, integrando tecnologia e expressão artística. É uma oportunidade de compartilhar o trabalho desenvolvido no SESI ES e levar o nome do Espírito Santo a um cenário internacional”, afirma o superintendente do SESI ES e diretor regional do SENAI ES, Geferson Santos.
Na modalidade OnStage, as equipes projetam, constroem e programam robôs para apresentações ao vivo, que podem envolver dança, teatro, contação de histórias, mágica, musicais e comédia. As performances combinam programação, engenharia e elementos cênicos. Após o início da apresentação, os robôs devem funcionar de forma autônoma, sem interferência humana direta.
Classificação conquistada na etapa nacional
A participação na competição internacional foi garantida pelo desempenho das equipes na etapa nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), em 2025. Na modalidade Artística, a The Walking Lego conquistou o segundo lugar, enquanto a Vórtex ficou na quarta colocação, entre 40 equipes participantes.
A classificação assegurou aos grupos capixabas a oportunidade de disputar o Super Regional das Américas e apresentar o trabalho desenvolvido no SESI ES em um evento internacional.
A The Walking Lego é formada por Luciano Pompermayer, Beatriz Xavier Junqueira Calzavara, Mariana Morena da Silva Alves e Pedro Henrique Venturim Lourosa, sob orientação do professor Bruno Silveira de Castro.
Já a Vórtex é composta por Sophia Troitino Rodrigues dos Santos, Rhayanne Nascimento Borges Alves, Kevin Luiz Omar Croza e Luana Aurich de Melo. O grupo é orientado pelo professor Jonas Klein Ferreira.
Parte dos estudantes que participou da etapa nacional em 2025 estava no último ano do Ensino Médio naquele período e, atualmente, integra o grupo de egressos da instituição.
Samba brasileiro no palco internacional
A equipe The Walking Lego conquistou o prêmio de Representação Cultural com uma apresentação inspirada no samba, desenvolvida a partir da proposta “Não Deixa o Samba Morrer”. A performance levou elementos da cultura brasileira ao palco e foi reconhecida na premiação extra da competição.
A conquista destaca a possibilidade de integrar conhecimentos tecnológicos e manifestações culturais em uma apresentação de robótica, ampliando as formas de expressão dos estudantes durante o desafio internacional.
Desafio colaborativo reúne equipes de diferentes países
A Vórtex conquistou o prêmio Superteams ao lado da Mini Maccies, do Canadá, e da Cyber Panthers, do SESI São Paulo. A premiação propôs um desafio diferente da apresentação principal: equipes sorteadas precisaram trabalhar juntas para criar uma nova performance a partir de um tema surpresa anunciado durante o evento.
O tema foi Puppy Yoga, ou ioga para cachorros. Os participantes tiveram três dias para preparar a apresentação, combinando os recursos e as ideias que cada equipe havia levado para a competição. A Vórtex contribuiu com elementos inspirados em Michael Jackson, que foram integrados à performance desenvolvida em conjunto. A atividade exigiu criatividade, adaptação e colaboração entre estudantes de diferentes equipes, que precisaram organizar uma apresentação em um curto período.








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