O aumento do uso de medicamentos para emagrecimento à base de GLP-1, como Ozempic e Wegovy, está criando novas oportunidades para a indústria de cosméticos e estética. Empresas como Galderma, Natura e L’Oréal testam produtos voltados à flacidez e à perda de volume facial associadas ao emagrecimento rápido.
Conhecido como “rosto Ozempic”, o fenômeno ocorre quando a perda significativa de peso altera o volume e a firmeza do rosto. Especialistas ressaltam, porém, que essas mudanças estão mais relacionadas à velocidade do emagrecimento do que diretamente aos medicamentos.
A Pfizer estima que o mercado de remédios contra a obesidade pode movimentar US$ 150 bilhões por ano até 2030. Já tratamentos estéticos para essas alterações também devem crescer, segundo projeções do Boston Consulting Group.
A Galderma avalia tratamentos como Sculptra, que estimula a produção de colágeno, e Restylane, preenchimento à base de ácido hialurônico. A L’Oréal testa produtos com usuários de GLP-1, enquanto a Natura desenvolve novas soluções para atender às necessidades desse público.
Cremes não recuperam todo o volume perdido
Especialistas explicam que o envelhecimento, as alterações hormonais e a alimentação também influenciam a saúde da pele. Por isso, o chamado “rosto Ozempic” não tem uma única causa.
A dermatologista Beibei Du-Harpur, do King’s College London, afirma que os medicamentos não destroem o colágeno. Segundo ela, emagrecer de forma mais gradual pode reduzir algumas mudanças acentuadas na aparência.
Embora produtos de skincare possam melhorar a qualidade da pele, eles não conseguem recuperar completamente a gordura perdida no rosto. Procedimentos injetáveis, como preenchimentos, podem atuar de forma mais direta na reposição de volume.








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