Dores na coluna: 5 hábitos comuns que podem agravar o problema

Dores na coluna: 5 hábitos comuns que podem agravar o problema

Ficar horas diante do computador, carregar a bolsa sempre no mesmo lado ou levantar objetos pesados sem preparo são situações comuns que, quando repetidas, podem favorecer o aparecimento ou a piora das dores na coluna.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dor lombar atingiu 619 milhões de pessoas em 2020 e poderá chegar a 843 milhões até 2050. A condição é considerada a principal causa de incapacidade no mundo, e a maioria das pessoas deve apresentar ao menos um episódio ao longo da vida.

Os dados dizem respeito à lombalgia, dor localizada entre a parte inferior das costelas e os glúteos. Em cerca de 90% dos casos, não é possível atribuir o quadro a uma única doença ou alteração estrutural. Fatores físicos, psicológicos, sociais e relacionados ao estilo de vida podem contribuir para o desconforto.

Cinco hábitos que podem intensificar as dores na coluna

Passar várias horas na mesma posição

Ficar sentado não provoca necessariamente uma lesão na coluna. O problema está em permanecer na mesma posição por longos períodos, sem movimentar o corpo.

Manter uma posição estática por muito tempo pode aumentar a fadiga muscular e prejudicar o fluxo sanguíneo. Para quem trabalha em escritório, a recomendação é levantar pelo menos uma vez a cada hora para caminhar, buscar água ou movimentar o corpo.

O uso prolongado do celular também merece atenção. O tempo de exposição, a falta de alternância e a tensão muscular podem provocar desconforto. É importante manter os ombros relaxados, os braços próximos ao corpo e evitar flexionar excessivamente o pescoço para olhar a tela.

Manter uma rotina sedentária

A baixa prática de atividade física está entre os fatores de risco reconhecidos pela OMS para a dor lombar. O sedentarismo pode reduzir o condicionamento necessário para as atividades do dia a dia.

Exercícios voltados ao fortalecimento muscular podem ajudar na prevenção e no controle das dores. A musculação é uma possibilidade, mas não precisa ser a única. A prática deve ser adaptada às condições e necessidades de cada pessoa.

Carregar bolsas pesadas sempre no mesmo lado

O peso da bolsa, o tempo de transporte e a repetição do hábito podem favorecer tensão e desconforto. Quando a carga permanece sempre no mesmo ombro, o corpo tende a realizar compensações para manter o equilíbrio.

Para reduzir a sobrecarga, é indicado evitar peso desnecessário, alternar o lado da bolsa e, quando possível, usar uma mochila com as duas alças ajustadas.

Levantar objetos pesados sem preparo

Carregar uma carga acima da própria capacidade, principalmente de forma brusca ou com movimentos de rotação, pode aumentar o risco de lesões.

Ao levantar um objeto, é importante aproximá-lo do corpo, manter uma posição estável e evitar torcer as costas. Quando houver dúvida sobre a capacidade de levantar determinado peso, o ideal é pedir ajuda.

O risco não depende apenas do peso. A distância da carga em relação ao corpo, a frequência do movimento, o tempo dedicado à tarefa e o grau de rotação também influenciam a exigência física.

Dormir mal e negligenciar a recuperação

Uma noite mal dormida não causa, sozinha, uma lesão na coluna, mas pode interferir na recuperação do organismo e aumentar a percepção do desconforto.

Não existe um modelo de colchão ou travesseiro ideal para todas as pessoas. A escolha deve considerar conforto, sustentação, posição para dormir e condições individuais.

Caso a pessoa acorde frequentemente com dor ou perceba uma piora progressiva, uma avaliação profissional pode ajudar a identificar os fatores envolvidos.

Quando a dor exige atendimento?

Grande parte dos episódios agudos de dor lombar melhora com o tempo, mas alguns sintomas exigem atendimento urgente.

Perda ou dificuldade recente de controlar a urina ou o intestino, dormência na região genital ou nos glúteos, fraqueza nas pernas, incapacidade de caminhar, febre, calafrios e dor após um trauma importante são sinais de alerta.

Dores persistentes, progressivas ou que limitam as atividades também devem ser avaliadas.

O tratamento pode envolver educação, exercícios, fisioterapia, mudanças no estilo de vida e, quando indicado por um profissional, medicamentos. A abordagem deve considerar as necessidades específicas de cada pessoa.

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