O Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (Heci), referência em tratamento oncológico clínico e cirúrgico, reforça a importância do diagnóstico oportuno e do conhecimento sobre os tumores do Sistema Nervoso Central (SNC), que engloba o cérebro e a medula espinhal. Essas lesões surgem a partir do crescimento anormal de células nos tecidos dessas estruturas e demandam atenção especializada.

Segundo a Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil para o triênio de 2026 a 2028, publicada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) e Ministério da Saúde, são esperados 12.060 novos casos de tumores do SNC a cada ano no país. Desse total, estima-se que 6.500 acometam homens e 5.560 afetem mulheres.
Sintomas e Evolução
De acordo com a neurocirurgiã do Heci, Dra. Doralice Batista, os sintomas variam de acordo com a localização da lesão, mas costumam dar sinais progressivos. “Na prática, os tumores podem provocar sintomas como diminuição da força ou alteração da sensibilidade em partes específicas do corpo de forma gradual, crises epilépticas (convulsões) e mudanças comportamentais progressivas. Diferente de condições neurológicas agudas, como um AVC, que têm início abrupto, os tumores geralmente apresentam uma evolução lenta, persistente e contínua”, explica a médica. Dores de cabeça novas, persistentes e que mudam de padrão, muitas vezes acompanhadas de náuseas ou vômitos, também exigem investigação médica.
Os tumores primários do SNC podem ocorrer em qualquer idade. Na população adulta, os tipos mais frequentemente diagnosticados incluem os meningiomas (que em sua maioria são benignos) e os gliomas.
Identificar a condição em estágios iniciais é fundamental para preservar as funções neurológicas do paciente e ampliar as possibilidades de tratamento, garantindo uma melhor qualidade de vida e um prognóstico mais favorável. “O diagnóstico inicial baseia-se na avaliação clínica minuciosa do especialista e é confirmado por exames de imagem avançados, como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada”, completa a neurocirurgiã.
A linha de cuidado para os tumores cerebrais é altamente individualizada. “A abordagem terapêutica depende diretamente do tipo histológico do tumor, da sua localização, do ritmo de evolução da doença e das condições clínicas gerais do paciente. O planejamento pode envolver a remoção cirúrgica — buscando sempre a máxima segurança para as funções cerebrais -, além de tratamentos complementares como a radioterapia e a quimioterapia”, finaliza a neurocirurgiã.







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