A relação entre alimentação e saúde mental tem sido cada vez mais investigada por instituições científicas e órgãos de saúde. Entre os nutrientes que despertam interesse estão a vitamina D3 e o magnésio, apontados em estudos como importantes para o funcionamento do cérebro e para o equilíbrio do humor. Pesquisas indicam que níveis adequados dessas substâncias estão associados à regulação de neurotransmissores, à proteção das células cerebrais e à manutenção das funções cognitivas ao longo da vida, conforme apontam publicações da Organização Mundial da Saúde e revisões científicas divulgadas pelos National Institutes of Health, dos Estados Unidos.
A vitamina D, por exemplo, atua em mecanismos ligados à produção de substâncias como serotonina e dopamina, relacionadas à sensação de bem-estar. De acordo com o National Institutes of Health, a deficiência desse nutriente está associada a maior risco de sintomas depressivos e alterações no humor, embora os efeitos da suplementação variem conforme o perfil de cada pessoa. Já o magnésio desempenha papel essencial na transmissão nervosa e na plasticidade cerebral, contribuindo para memória, aprendizado e proteção dos neurônios, como apontam estudos compilados pela Harvard Medical School.
De acordo com o neurologista da Unimed Sul Capixaba, Marcos Paulo Travaglia, o equilíbrio desses nutrientes no organismo está diretamente ligado ao bom funcionamento do sistema nervoso. Ele explica que o cérebro depende de uma série de processos químicos que podem ser impactados por deficiências nutricionais. “Manter níveis adequados contribui para a preservação cognitiva e pode influenciar aspectos como memória, concentração e estabilidade emocional”.
A nutricionista e gestora de Promoção de Saúde da Unimed Sul Capixaba, Adriana Sarzedas, destaca que a principal forma de obtenção desses nutrientes deve ser a alimentação equilibrada, aliada à exposição solar no caso da vitamina D. Ela explica que o magnésio está presente em alimentos como folhas verdes, sementes e oleaginosas, enquanto a vitamina D pode ser sintetizada pelo organismo com a exposição ao sol e também encontrada em alguns alimentos. “A suplementação deve ser indicada apenas após avaliação individual, considerando exames e histórico de saúde”, lembra.
Apesar dos benefícios apontados em estudos, especialistas alertam que a suplementação indiscriminada pode trazer riscos. O excesso de vitamina D, por exemplo, pode causar alterações metabólicas importantes, enquanto o consumo inadequado de magnésio também pode gerar efeitos adversos. “Qualquer reposição deve ser orientada por profissionais, especialmente em casos de depressão, ansiedade ou risco de declínio cognitivo”, ressalta Travaglia.
A combinação entre alimentação adequada, acompanhamento profissional e estilo de vida saudável continua sendo a base para a promoção da saúde cerebral. A ciência avança ao investigar o papel dos nutrientes no cérebro, mas a orientação individualizada segue como ponto central para garantir segurança e melhores resultados.








Deixe um comentário