Arte, inclusão e sensibilidade se encontram na mostra Olhar Neurodiverso

Arte, inclusão e sensibilidade se encontram na mostra Olhar Neurodiverso

A arte e a diversidade ocupam o casarão histórico da Rua Muniz Freire a partir desta quinta-feira, 16 .

A exposição Olhar Neurodiverso, produzida pelo Coletivo Atipicamente, será inaugurada às 17 horas na Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim, no Centro de Vitória, e permanece aberta à visitação até 15 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com entrada gratuita.

A mostra reúne 19 obras de nove artistas neurodivergentes, entre pinturas, desenhos, esculturas e instalações, que revelam diferentes modos de perceber e interpretar o mundo. A proposta é provocar reflexão sobre as múltiplas formas de criação e existência, ampliando o olhar para além dos padrões tradicionais da arte.

Obra da série F alguma coisa – Demais, do artista Max dos Santos.

Formado em sua maioria por estudantes do Centro de Artes da Ufes, o Coletivo Atipicamente surgiu em 2023 com o propósito de promover visibilidade e valorização de pessoas neurodivergentes no cenário cultural capixaba.

Os artistas participantes são Angelica Reckel, Gabi Cecile, Ilus, Larissa Azevedo, Mathias Cardeal, Mey Haruno, Max dos Santos, Yzá dos Santos e Rubens Barcellos. Na abertura, o público poderá acompanhar a apresentação musical da artista Ilus, que também expõe obras marcadas por cores e temas ligados à identidade, solidão e autoconhecimento.

O ambiente expositivo foi pensado para garantir acessibilidade plena, com audiodescrição, peças táteis e intérpretes de Libras em vídeo, permitindo que diferentes públicos tenham acesso às obras.

Obra Olhar entre cores, da artista Maria Gabriele Cecile Santana.

Mais do que uma exposição, Olhar Neurodiverso é um convite à empatia e à escuta sensível. Cada obra traz fragmentos de um universo singular, lembrando que a arte é também um idioma capaz de unir experiências humanas distintas sob o mesmo gesto criativo.

Deixe um comentário