,

Noites mal dormidas podem envelhecer o cérebro, revela estudo com 27 mil pessoas

Noites mal dormidas podem envelhecer o cérebro, revela estudo com 27 mil pessoas

Pesquisa britânica aponta ligação entre sono ruim e envelhecimento cerebral

Um novo estudo realizado no Reino Unido, com mais de 27 mil participantes, revelou que noites mal dormidas podem acelerar o envelhecimento do cérebro em até um ano. A pesquisa foi publicada na revista científica eBioMedicine, do grupo The Lancet, e utilizou dados do extenso banco populacional UK Biobank.

Os resultados apontam que a má qualidade do sono está associada ao aumento da inflamação no corpo e a um desgaste precoce das estruturas cerebrais.

O que o estudo avaliou

Os cientistas analisaram fatores como insônia, ronco, sonolência diurna, cronotipo (preferência por dormir cedo ou tarde) e duração do sono.
Com base em exames de ressonância magnética e técnicas de machine learning, eles estimaram a “idade cerebral” dos voluntários e compararam com a idade real de cada um.
Pessoas com hábitos de sono ruins apresentaram cérebros até um ano mais velhos do que o esperado para sua faixa etária.

Inflamação e acúmulo de resíduos no cérebro

De acordo com os pesquisadores, a inflamação de baixo grau no organismo explica parte da aceleração do envelhecimento.
O sono insuficiente também prejudica o sistema glinfático, responsável por eliminar resíduos metabólicos durante o repouso.
Esse acúmulo de substâncias tóxicas está relacionado ao maior risco de demência e declínio cognitivo.

Cuidar do sono é cuidar do cérebro

Embora o estudo não comprove causa e efeito, ele reforça o papel do sono como pilar essencial da saúde cerebral.
Melhorar a qualidade do sono pode ajudar a preservar as funções cognitivas e retardar o envelhecimento do cérebro.

Dicas para um sono reparador

Especialistas indicam práticas simples que fazem diferença no longo prazo:

  • Manter horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana
  • Evitar cafeína, álcool e nicotina nas horas que antecedem o sono
  • Reduzir o uso de telas e exposição à luz azul de celulares e computadores antes de deitar
  • Criar um ambiente escuro, silencioso e ventilado, favorecendo a temperatura corporal ideal para o descanso
  • Realizar atividades físicas regulares, mas evitar exercícios intensos à noite
  • Adotar rituais de relaxamento, como leitura leve, respiração profunda ou meditação
  • Evitar refeições pesadas ou muito tardias
  • Buscar ajuda médica se houver sinais persistentes de insônia, ronco ou sonolência excessiva durante o dia

Pequenas mudanças de rotina podem se refletir em melhor memória, concentração, humor e saúde mental ao longo dos anos.

Fontes: eBioMedicine / The Lancet / Karolinska Institutet / UK Biobank

Deixe um comentário