No Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI) faz um alerta importante sobre o aumento de novos casos de câncer de esôfago e reforça a necessidade de hábitos saudáveis para a prevenção da doença. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 11.390 novos casos da doença para cada ano do triênio 2026-2028. Deste total, cerca de 330 casos anuais são esperados apenas no Estado do Espírito Santo.
O esôfago é o órgão do sistema digestivo que conecta a garganta ao estômago, permitindo a passagem de alimentos e líquidos por meio de contrações musculares.
De acordo com o cirurgião digestivo do HECI, João Felipe Lopes, a doença exige atenção redobrada: “O câncer de esôfago é um tumor maligno que se origina nas camadas internas do órgão. Ele é mais comum em homens, com maior incidência na faixa etária entre 50 e 70 anos”, explica.
Fatores de Risco
O consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo permanecem como os principais fatores de risco. No entanto, outros hábitos cotidianos também preocupam. “A ingestão de bebidas muito quentes (acima de 65 graus Celsius), a obesidade, a má alimentação e condições clínicas como o refluxo gastroesofágico e o esôfago de Barrett aumentam o risco”, ressalta o cirurgião.
Sintomas e Diagnóstico
O câncer de esôfago pode ser assintomático em sua fase inicial. Contudo, em estágios mais avançados, o paciente pode apresentar sintomas como dificuldade de engolir alimentos sólidos (disfagia), perda de peso progressiva, azia e má digestão persistentes, além de vômitos constantes, tosse insistente e rouquidão.
O principal exame para a definição do diagnóstico é a endoscopia digestiva alta, que permite a visualização direta do órgão e a coleta de material para biópsia. “É um procedimento seguro e fundamental para o diagnóstico precoce”, assegura.
Para traçar o plano de tratamento, o médico pode solicitar exames complementares como tomografia, ressonância magnética ou ecoendoscopia.
Tratamento
As opções de tratamento variam conforme o estágio da doença. Tumores superficiais podem ser tratados com ressecção por via endoscópica. Já em estágios mais avançados, o protocolo pode incluir a retirada parcial ou total do órgão (cirurgia), além de quimioterapia e radioterapia.
Referência
O Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI) consolidou-se como referência no tratamento oncológico. A instituição oferece suporte completo ao paciente oncológico, incluindo radioterapia, quimioterapia, onco-hematologia e procedimentos cirúrgicos de alta complexidade, tanto por via convencional quanto por meio de cirurgia robótica.








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