O Espírito Santo se destaca na região Sudeste na recuperação do bem-estar econômico, com o Índice de Desconforto Econômico caindo de 11% em 2012 para menos de 7% em 2025. Segundo levantamento do Santander, esse desempenho coloca o estado em um patamar historicamente baixo, resultado de uma combinação de controle de preços e mercado de trabalho aquecido, que encerrou o último ano em níveis próximos do pleno emprego.
Entre as capitais do Sudeste, o desempenho capixaba foi o mais expressivo, superando São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Embora o estudo utilize a Região Metropolitana da Grande Vitória como referência principal, os economistas do banco destacam que os números refletem o cenário de todo o Espírito Santo. A dinâmica da capital funciona como termômetro do estado, evidenciando a resiliência das cadeias produtivas locais e a eficiência na absorção de mão de obra nos últimos anos.
O motor dessa performance foi a recuperação do mercado de trabalho. Após enfrentar desafios acentuados durante a recessão de 2015-2016, quando o desemprego seguiu a tendência de alta das grandes metrópoles, o estado apresentou, em 2025, taxas de desocupação significativamente baixas.
“A melhora no Espírito Santo foi a mais forte entre as regiões do Sudeste”, afirmam Rodolfo Pavan, Henrique Danyi e Ítalo Franca, economistas do Santander. Além da alta ocupação, o estado acompanhou o crescimento da renda real, fortalecendo o poder de compra das famílias e impulsionando o consumo regional.
A queda do Índice de Desconforto Econômico para níveis inferiores a 11% está diretamente ligada ao aumento do interesse em investimentos de longo prazo. O estudo indica que o Espírito Santo se destacou recentemente no crescimento dos preços dos imóveis. A estabilidade da inflação (IPCA), combinada à segurança financeira proporcionada pelo baixo desemprego, elevou a demanda residencial e valorizou os ativos imobiliários locais.
Para os economistas do Santander, a tendência é que o índice nacional de desconforto atinja sua mínima histórica de 9% já no primeiro semestre de 2026. No Espírito Santo, a manutenção de indicadores abaixo da média nacional reforça o estado como um ambiente de baixa vulnerabilidade econômica e alta atratividade para novos negócios e financiamentos.








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