Ressaca é ruim em qualquer fase da vida, mas depois dos 40 ela costuma ser mais intensa. Isso acontece porque o álcool provoca desidratação, inflamação, queda de glicose, alterações no sono e acúmulo de acetaldeído, substância tóxica produzida pelo fígado. Com o passar dos anos, o organismo perde eficiência para metabolizar o álcool. Há redução de enzimas responsáveis pela quebra do etanol, menor quantidade de água corporal e maior proporção de gordura, o que faz com que a concentração de álcool no sangue seja maior e seus efeitos mais prolongados, mesmo com doses menores.
Além disso, o sono na meia-idade já tende a ser mais leve e fragmentado, e o álcool piora ainda mais essa qualidade. O resultado pode ser cansaço intenso, irritabilidade, dor de cabeça, náusea, tontura e dificuldade de concentração, muitas vezes desproporcionais à quantidade ingerida.
Para amenizar os sintomas, a hidratação é prioridade. Água, água de coco e bebidas com eletrólitos ajudam a repor o que foi perdido. A alimentação também deve ser leve, com frutas, mel e carboidratos integrais, que auxiliam na reposição de glicose e oferecem antioxidantes. Alimentos gordurosos não curam a ressaca e podem aumentar o desconforto gastrointestinal.
A cafeína pode aliviar temporariamente a dor de cabeça, mas deve ser consumida com moderação, pois também contribui para a desidratação. O repouso é fundamental para que o corpo restabeleça o equilíbrio hormonal e metabólico. Analgésicos podem ser usados com cautela, desde que não haja contraindicações.
Comer antes de beber, evitar misturar diferentes tipos de bebida e intercalar cada dose com um copo de água ajudam a reduzir os efeitos, mas não fazem milagre. A moderação continua sendo a melhor estratégia para evitar que o dia seguinte seja mais difícil.








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