Crédito rural à agricultura familiar capixaba supera R$ 1,9 bilhão

Crédito rural à agricultura familiar capixaba supera R$ 1,9 bilhão

A aplicação de crédito rural para a agricultura familiar no Espírito Santo alcançou R$ 1,94 bilhão nos primeiros sete meses do ano-safra 2025/2026, período entre julho de 2025 e janeiro de 2026. O valor representa um crescimento de 8% em relação ao mesmo intervalo do ciclo anterior, evidenciando o fortalecimento do financiamento às atividades produtivas no meio rural capixaba.

O desempenho positivo está inserido no contexto do Plano de Crédito Rural para o Espírito Santo, lançado pelo Governo do Estado em parceria com a União e diversas instituições financeiras, entre elas Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Banestes, Sicoob-ES, Sicredi, Cresol e Bandes. O plano foi construído de forma coletiva, com participação de entidades representativas de produtores rurais e pescadores, e define atividades agropecuárias prioritárias, com taxas de juros equalizadas e abaixo da Selic.

Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, os resultados já refletem os efeitos dessa articulação institucional. “O crescimento demonstra que o crédito está chegando com mais intensidade à agricultura familiar, tanto para custeio quanto para investimentos estratégicos. O Plano de Crédito Rural foi estruturado para ampliar o acesso, reduzir custos financeiros e direcionar recursos às atividades prioritárias, fortalecendo a base produtiva do Espírito Santo”, afirmou.

A ampliação do crédito rural também está diretamente ligada ao Programa Vida no Campo, política estruturante do Governo do Estado voltada ao desenvolvimento rural sustentável. O programa é organizado em 11 eixos temáticos e reúne 23 projetos, com previsão de investimentos superiores a R$ 100 milhões entre 2023 e 2026. Nesse contexto, o crédito rural desempenha papel central ao viabilizar ações de fortalecimento produtivo, geração de renda, inclusão social e permanência das famílias no campo.

Em comparação ao cenário nacional, o desempenho capixaba se destaca. Enquanto, no Brasil, o crédito destinado à agricultura familiar apresentou queda de 3% em valor — passando de R$ 40,9 bilhões para R$ 38,8 bilhões no mesmo período —, o Espírito Santo registrou avanço de 8%, indicando maior capacidade de sustentação financeira e ampliação do volume médio dos financiamentos.

Por modalidade, o custeio foi o principal vetor de crescimento. Os recursos aplicados passaram de R$ 707,8 milhões para R$ 863,8 milhões, um aumento de 22%, acompanhado de crescimento de 10% no número de operações, que totalizaram 10.331 contratos. O resultado reflete maior apoio às despesas do ciclo produtivo, como aquisição de insumos e manutenção das atividades rurais.

Já os financiamentos para investimento somaram R$ 1,07 bilhão, mantendo-se praticamente estáveis em relação ao período anterior. A modalidade segue fundamental para a modernização das propriedades, aquisição de máquinas, melhorias de infraestrutura e aumento da produtividade da agricultura familiar capixaba.

Com isso, o Espírito Santo consolida um início de ano-safra marcado pela ampliação do crédito rural, reforçando o papel desse instrumento como eixo estratégico para o desenvolvimento sustentável do campo e a geração de renda no meio rural.

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