A gordura no fígado, conhecida como esteatose hepática, é uma das alterações metabólicas mais comuns atualmente. Está associada principalmente ao excesso de peso, à resistência à insulina, ao sedentarismo e ao consumo elevado de alimentos ultraprocessados. Diferentemente de outras doenças, costuma evoluir de forma silenciosa por anos.
Na maioria dos casos, o diagnóstico acontece de forma incidental, durante exames de rotina. Ainda assim, o organismo costuma apresentar sinais sutis que muitas vezes são ignorados ou atribuídos ao estresse e à correria do dia a dia.
A seguir, veja cinco sintomas pouco reconhecidos que indicam a necessidade de ajustes na alimentação e no estilo de vida.
Cansaço frequente, especialmente após as refeições
O fígado tem papel fundamental no controle da glicose e no metabolismo energético. Quando está inflamado ou sobrecarregado por gordura, esse processo fica comprometido, levando à sonolência após comer e à queda de disposição ao longo do dia.
Estufamento abdominal recorrente
A sensação constante de barriga cheia nem sempre está relacionada apenas a gases. Alterações na produção da bile e no funcionamento do sistema digestivo podem causar pressão abdominal e desconforto mesmo após refeições habituais.
Dificuldade para emagrecer
Mesmo com dieta e mudanças de hábitos, algumas pessoas enfrentam dificuldade para perder peso. A esteatose está ligada à resistência à insulina, que favorece o acúmulo de gordura e dificulta o uso da energia pelo organismo.
Vontade frequente de doces
Alterações no metabolismo da glicose e na sensibilidade à insulina podem provocar oscilações nos níveis de açúcar no sangue. Isso costuma se manifestar como desejo intenso por alimentos doces, especialmente no meio da tarde ou à noite.
Escurecimento da pele em dobras do corpo
Manchas amarronzadas no pescoço, axilas ou virilha, conhecidas como acantose nigricans, podem ser um sinal de resistência à insulina, condição fortemente associada à gordura no fígado.
Quando investigar e mudar a alimentação
A esteatose hepática geralmente não causa dor nas fases iniciais. O desconforto no lado direito do abdome costuma surgir apenas em estágios mais avançados. Por isso, pessoas com aumento da circunferência abdominal, níveis elevados de triglicerídeos, pré-diabetes ou síndrome dos ovários policísticos devem considerar avaliação médica mesmo sem sintomas evidentes.
Exames de sangue e o ultrassom abdominal costumam confirmar o diagnóstico. Identificar o problema precocemente é fundamental, já que, nas fases iniciais, a gordura no fígado é frequentemente reversível com mudanças na alimentação, prática de atividade física e ajustes no estilo de vida. Diante de qualquer suspeita, é importante procurar um profissional de saúde.








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