Teve início a campanha Fevereiro Laranja, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a leucemia, tipo de câncer que afeta crianças, adolescentes e adultos, e reforçar a importância do diagnóstico precoce e da doação de medula óssea. Ao longo do mês, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realiza ações informativas voltadas à prevenção e ao tratamento da doença.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a leucemia ocupa a 10ª posição entre os tipos de câncer mais frequentes no Brasil, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. Para cada ano do triênio 2023 a 2025, vigente em 2026, a estimativa é de mais de 11.500 novos casos no país.
No Espírito Santo, a previsão é de 240 novos casos anuais, sendo 120 em homens, com taxa bruta de 5,91 por 100 mil habitantes, e 120 em mulheres, com taxa bruta de 5,74 por 100 mil habitantes.
Segundo a responsável técnica do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Câncer da Sesa, Cinthia Guerra, a campanha reforça a importância da atenção aos sinais e sintomas da doença, principalmente nos casos de evolução rápida, como as leucemias agudas, que podem acometer tanto adultos quanto crianças e adolescentes.
O que é leucemia
A leucemia é caracterizada pelo crescimento anormal dos leucócitos, células do sangue responsáveis pela defesa do organismo. O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais, como o hemograma, podendo incluir exames complementares de bioquímica, coagulação e avaliação da medula óssea.
Entre os principais sintomas estão anemia, cansaço, fadiga, infecções frequentes, febre, sangramentos espontâneos, manchas roxas pelo corpo, dores nas pernas, aumento dos gânglios linfáticos e alterações no baço. A identificação precoce contribui para a definição do tratamento mais adequado e aumenta as chances de sucesso.
Doação de medula óssea
A doação de medula óssea é fundamental para salvar a vida de pacientes com leucemia. Quando há indicação de transplante, a chance de encontrar um doador compatível é de 1 para cada 100 mil pessoas, e nem sempre essa compatibilidade ocorre dentro da própria família.
Por isso, campanhas como o Fevereiro Laranja são essenciais para ampliar o número de voluntários cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). A diretora-técnica do Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes), Soraya Almeida, destaca que, em 2025, foram cadastrados 3.718 novos doadores no Estado, que hoje conta com 5,9 milhões de voluntários registrados.
Para se cadastrar como doador, é necessário ter entre 18 e 35 anos e 6 meses, estar em boas condições de saúde e apresentar um documento oficial com foto. O interessado deve comparecer ao Hemoes Vitória, a um Hemocentro Regional em Linhares, Colatina ou São Mateus, ou participar de ações de coleta externa e da unidade móvel do Hemoes. Não é necessário agendamento nem jejum.
Após o cadastro, é coletada uma amostra de sangue para realização do exame de compatibilidade, cujos dados são inseridos no Redome. O cadastro de pacientes é feito pelo Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme), e os sistemas cruzam informações para localizar doadores compatíveis. O voluntário pode ser convocado para doação até os 60 anos de idade.
Mais informações sobre como se tornar doador estão disponíveis nos sites do Redome e do Hemoes.








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