5 dicas para proteger a saúde durante os blocos de carnaval

5 dicas para proteger a saúde durante os blocos de carnaval

O Carnaval é uma das celebrações mais aguardadas do ano por milhões de brasileiros. As ruas ganham cores, música e muita animação. Porém, a intensa rotina de blocos e festas exige um preparo físico que muitos foliões acabam negligenciando.

Horas em pé, caminhadas sob o sol forte de fevereiro, alimentação desregulada e consumo de bebidas alcoólicas formam uma combinação que pode representar riscos à saúde.

Cuidados com a saúde no Carnaval

Não é incomum que a diversão termine mais cedo em filas de pronto-socorro por causa de quadros de desidratação, insolação ou intoxicação. Para reduzir esses riscos, a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade elaborou um guia com orientações práticas.

A proposta é simples: permitir que o folião aproveite todos os dias de festa sem comprometer o bem-estar imediato ou futuro.

  1. Proteção solar é indispensável

A criatividade domina as fantasias de Carnaval, mas o uso de protetor solar deve ser regra, independentemente do figurino escolhido. Fevereiro costuma registrar altas temperaturas e forte incidência de raios solares.

A exposição prolongada ao sol pode causar danos que vão além da vermelhidão da pele. Queimaduras solares mais graves podem desencadear inflamação no organismo, com sintomas como febre, calafrios e dor intensa. Há ainda o risco de insolação, quando o corpo perde a capacidade de regular a própria temperatura.

Dicas importantes:

Aplicar o protetor solar cerca de 30 minutos antes de sair de casa

Reaplicar a cada duas horas ou com maior frequência em caso de suor excessivo

Proteger áreas sensíveis como orelhas, nuca e pés, quando expostos

Utilizar chapéus ou bonés, que funcionam como barreiras físicas contra os raios UV

  1. Hidratação e atenção à origem da água

Dançar, pular e caminhar sob o calor intenso faz com que o corpo perca grande quantidade de líquidos e sais minerais pelo suor. Sem reposição adequada, podem surgir sintomas como dor de cabeça, tontura, cãibras e até desmaios. Beber água com frequência, mesmo sem sede, é essencial.

No entanto, é preciso atenção à procedência. O consumo de água de ambulantes não credenciados ou de bebidas com gelo de origem desconhecida aumenta o risco de viroses e intoxicações alimentares.

Sempre que possível, leve sua própria garrafa. Caso compre água na rua, certifique-se de que a embalagem esteja lacrada e evite gelo em copos abertos.

  1. Conforto nos pés faz diferença

Os pés suportam todo o impacto da folia, muitas vezes em terrenos irregulares e quentes. Como esse esforço não faz parte da rotina da maioria das pessoas, é comum surgirem bolhas, dores e pequenas lesões.

A melhor escolha são calçados fechados e com bom amortecimento, que oferecem proteção contra pisões, cacos de vidro e proporcionam mais estabilidade. Chinelos e sandálias rasteiras, apesar de frescos, deixam os pés vulneráveis.

Após o bloco, retirar os calçados e deixá-los arejar ajuda na recuperação. Elevar as pernas por cerca de 15 minutos também auxilia a reduzir o inchaço e melhora a circulação, além de uma boa noite de sono para recuperar as energias.

  1. Álcool e medicamentos exigem cuidado

Durante o Carnaval, o consumo de álcool tende a aumentar e, muitas vezes, ocorre junto ao uso de medicamentos contínuos. Essa associação pode trazer riscos importantes.

O álcool favorece a desidratação e, quando combinado com determinados remédios, pode intensificar efeitos colaterais ou reduzir a eficácia do tratamento. Alguns medicamentos são especialmente sensíveis às alterações de hidratação, podendo causar intoxicações se consumidos junto com bebida alcoólica.

Antibióticos, antidepressivos e outros fármacos também podem provocar sedação excessiva ou reações indesejadas quando misturados ao álcool.

Quem faz uso de medicação controlada deve buscar orientação médica antes da folia, respeitar seus limites e intercalar o consumo de bebidas alcoólicas com água.

  1. Alimentação planejada ajuda a manter o ritmo

Pular refeições ou adotar dietas restritivas para “caber na fantasia” é um erro comum e pode levar à hipoglicemia e ao mal-estar. O corpo precisa de energia para aguentar a intensidade da festa.

Antes de sair, o ideal é fazer uma refeição equilibrada, com carboidratos complexos e proteínas, garantindo energia por mais tempo. Durante a folia, evite longos períodos em jejum e leve opções práticas, como frutas ou barras de cereal.

Ao se alimentar na rua, redobre a atenção à higiene. O calor acelera a deterioração de alimentos perecíveis.

Evite:

Maionese e molhos caseiros

Sanduíches naturais expostos ao sol

Espetinhos e salgados de procedência duvidosa

Atenção aos sinais do corpo

Mesmo com todos os cuidados, é fundamental respeitar os limites do organismo. O Carnaval dura vários dias e não deve ser encarado como uma maratona sem pausas.

Tontura, visão turva, náusea intensa ou calafrios, mesmo em ambiente quente, são sinais de alerta. Nessas situações, o indicado é interromper a atividade, procurar um local fresco, sentar e se hidratar. Caso os sintomas persistam, é importante buscar atendimento médico.

Com atitudes simples, informação e bom senso, é possível aproveitar a folia até o fim e chegar à Quarta-Feira de Cinzas apenas com boas lembranças, e não com problemas de saúde.

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