Com o início de 2026, muitos brasileiros colocam as finanças pessoais no centro das metas de ano novo. Mesmo com todos os motivos e determinação real, se questionam por onde começar. A criação de uma reserva de emergência surge como o ponto de partida essencial para quem busca segurança e equilíbrio nas contas.
Esse recurso auxilia na criação de uma rotina de reservas especificamente para emergências, como uma possível perda de renda, despesas médicas inesperadas ou reparos urgentes em casa ou carro. Sem essa proteção, é comum recorrer a empréstimos caros ou ao cartão de crédito, agravando o endividamento em tempos de incerteza econômica.
Cecília Perini, sócia e líder da XP no ES, recomenda acumular o equivalente de três a seis meses de despesas essenciais, priorizando aplicações conservadoras de baixo risco e liquidez diária. O mercado financeiro, hoje mais democratizado, oferece opções que incluem CDBs pós-fixados, Tesouro Selic ou fundos de renda fixa simples, que acompanham a taxa básica de juros e protegem o poder de compra contra a inflação.
“A autonomia financeira é uma jornada que requer disciplina e planejamento. O primeiro passo, eu diria que é definir quanto você pretende acumular para atingir esse objetivo. Em seguida, analisar o seu fluxo de caixa atual e como chegar lá, considerando todos os rendimentos e despesas”, destaca Cecília.
Mais do que um hábito isolado, manter uma reserva de emergência é um exercício de disciplina e planejamento de longo prazo. Para quem não sabe a quantia exata de quanto começar, comece com valores pequenos, como aportes mensais de 10% da renda, ajustando o orçamento para cortar supérfluos, é o que orienta a líder da XP.
Em um cenário de volatilidade econômica, como o atual no Brasil, essa reserva garante tranquilidade e liberdade para decisões financeiras assertivas ao longo do ano. O gerenciamento eficiente de recursos pessoais é crucial para superar barreiras como falta de educação financeira, endividamentos e dependência excessiva. Cecília ainda destaca que investir a reserva de emergência em produtos financeiros de maior rentabilidade pode ser mais benéfico do que na poupança.
“Para que a reserva não só proteja, mas também cresça ao longo do tempo, opte por investimentos conservadores que rendem acima da inflação e ofereçam liquidez imediata. CDBs pós-fixados atrelados ao CDI, Tesouro Selic e fundos de renda fixa simples são ideais, pois acompanham a taxa básica de juros garantindo rentabilidade real positiva”, orienta.
Nesse aspecto, o assessor de investimentos desempenha um papel fundamental na construção de um planejamento financeiro completo, entendendo a jornada financeira e as particularidades, oferecendo orientação técnica, acompanhamento contínuo e auxiliando na definição de objetivos de curto, médio e longo prazo.
Com uma estratégia bem definida, é possível reduzir riscos e maximizar os retornos, garantindo um futuro financeiramente seguro. Investir em planos com orientação especializada reduz a carga tributária, protege bens contra riscos e assegura transições tranquilas para herdeiros. Definir objetivos claros, diversificar investimentos e gerir dívidas são pilares para estabilidade. Assim, a reserva de emergência não só cobre o presente, mas valoriza o patrimônio ao longo do tempo, promovendo uma vida econômica saudável e sustentável em 2026.








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