Com a chegada de um novo ano, muitas pessoas estabelecem como meta cuidar melhor da pele, hábito que inclui o uso diário do protetor solar. Outras precisam adquirir o produto por conta de viagens, seja para destinos de praia ou locais com frio intenso. Independentemente do motivo, a escolha do protetor solar exige atenção a alguns critérios importantes, conforme explicam dermatologistas.
Segundo os médicos Daniel Dziabas, de São Paulo, e Caroline Anjo, de Brasília, selecionar um filtro solar vai muito além de escolher um produto na prateleira da farmácia, supermercado ou loja de cosméticos. O primeiro ponto a ser observado é se o protetor oferece proteção de amplo espectro, ou seja, contra os raios UVA e UVB.
De acordo com Daniel Dziabas, o fator de proteção solar (FPS) mínimo recomendado para o uso diário é 30. “Pessoas com pele muito clara, que utilizam ácidos, realizam procedimentos estéticos ou passam longos períodos ao ar livre devem optar por protetores com FPS mais alto”, orienta.
Já a dermatologista Caroline Anjo recomenda, sempre que possível, a escolha de produtos com FPS igual ou superior a 50. “Essa opção garante uma proteção mais eficaz contra os danos causados pela radiação solar. Além disso, os protetores solares evoluíram e hoje vão muito além da simples proteção”, destaca.
Ela explica que os produtos mais modernos contam com ativos que auxiliam no tratamento de diferentes condições da pele, como clareamento de manchas, prevenção do envelhecimento precoce e controle da acne. “Dessa forma, é possível aliar a fotoproteção a um cuidado dermatológico mais completo, atendendo também a outras necessidades do paciente”, afirma.
Atenção ao tipo de pele
Os especialistas ressaltam ainda a importância de considerar o tipo de pele na hora da escolha. Peles oleosas tendem a se adaptar melhor a fórmulas em gel ou com efeito “toque seco”, que protegem sem aumentar a oleosidade. Já peles secas costumam responder melhor a produtos com textura mais hidratante.
“Peles secas e maduras geralmente se beneficiam de protetores com textura mais densa, como cremes, que além de protegerem, ajudam na hidratação e no conforto da pele”, explica Caroline Anjo. Daniel Dziabas reforça que a rotina também deve ser levada em conta. “O melhor protetor solar é aquele que a pessoa consegue usar todos os dias”, ressalta.
Uso conforme a idade
A idade também é um fator determinante na escolha do protetor solar. Caroline alerta que bebês com menos de seis meses não devem usar protetores solares químicos. “Nesses casos, a proteção deve ser feita com roupas adequadas, chapéus e barreiras físicas contra o sol. A partir dos seis meses, já é possível iniciar o uso de protetores solares, sempre escolhendo produtos indicados para cada faixa etária”, orienta.








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