Você provavelmente já ouviu alguém afirmar que, para emagrecer, é preciso eliminar o carboidrato do cardápio. Mas será que isso realmente faz sentido? Segundo a endocrinologista Cecilia Solís-Rojas, essa crença está longe de ser verdadeira. Assim como esse, outros “boatos” sobre o carboidrato circulam por aí e acabam sendo tratados como regra.
A seguir, a especialista esclarece os três principais mitos relacionados ao consumo desse macronutriente:
- Carboidrato engorda
Nenhum alimento, isoladamente, é capaz de engordar — tudo depende da quantidade consumida. Para fazer boas escolhas, prefira fontes de carboidratos complexos, vitaminas, minerais e fibras, como frutas e grãos integrais. Por outro lado, evite bebidas açucaradas, doces e bolos, que oferecem calorias “vazias”.
- Não se deve consumir carboidratos à noite
Não é necessário excluir carboidratos da última refeição do dia. O ideal é ingerir os três macronutrientes — carboidratos, proteínas e gorduras — em todas as refeições. O que realmente importa é a quantidade e a qualidade nutricional do que você consome. A recomendação é apenas evitar comer muito perto do horário de dormir, mantendo um intervalo de cerca de três horas.
- Quem não treina não pode comer carboidrato
O carboidrato deve fazer parte da alimentação diária de todas as pessoas, pratiquem elas atividade física ou não. Ele é um macronutriente essencial, e as quantidades variam conforme as necessidades individuais de cada organismo.
A importância do carboidrato
Os carboidratos ganharam má reputação por estarem presentes em versões refinadas e pouco nutritivas. No entanto, desempenham um papel fundamental no corpo.
“Os carboidratos são um dos três macronutrientes indispensáveis para o bom funcionamento do nosso organismo, juntamente com as proteínas e as gorduras. Sua principal função é fornecer energia, que é armazenada na forma de glicogênio no fígado e nos músculos”, explica a endocrinologista.
Palavra final
“O segredo está em manter uma alimentação equilibrada e sustentável. Consulte seu médico ou nutricionista para definir as quantidades adequadas de carboidratos conforme suas necessidades individuais”, conclui a Dra. Cecilia Solís-Rojas.









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