Espírito Santo registra alta de 13,3% no comércio exterior em outubro

Espírito Santo registra alta de 13,3% no comércio exterior em outubro

O comércio exterior do Espírito Santo registrou um dos resultados mais expressivos do ano. A corrente de comércio capixaba cresceu 13,3% em outubro, alcançando US$ 2,33 bilhões (R$ 12,37 bilhões). No mês, as importações avançaram 19,2%, somando US$ 1,25 bilhão, enquanto as exportações atingiram US$ 1,07 bilhão, alta de 7,2% em relação a setembro. O desempenho reflete a diversificação de mercados e o avanço consistente de produtos de maior valor agregado.

As análises são do Connect Fecomércio-ES, em parceria com o Sindiex, com base nos dados do Comex Stat, sistema oficial de estatísticas do comércio exterior brasileiro.

A movimentação reforça um ambiente econômico mais dinâmico e competitivo. “Outubro mostrou um vigor renovado da economia capixaba, com os setores exportador e importador respondendo positivamente às oportunidades do mercado internacional”, afirma André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES.

Na comparação interanual, as exportações foram o destaque, com crescimento de 17,9% entre outubro de 2024 e outubro de 2025. As importações também subiram, mas em ritmo mais moderado: 5,3%. “O avanço mais robusto das exportações demonstra que o Espírito Santo amplia sua competitividade e conquista espaços em mercados mais exigentes, especialmente na Ásia”, explica Spalenza.

Entre janeiro e outubro, o déficit da balança comercial capixaba recuou 10,5%, passando de US$ 3,12 bilhões para US$ 2,79 bilhões, resultado que aponta maior equilíbrio entre exportações e importações.

A análise também mostra que o desempenho positivo decorre principalmente da diversificação dos destinos. Em outubro, Singapura manteve a liderança nas exportações capixabas, com 25% do total, seguida por Estados Unidos (19%), Coreia do Sul (8%), China (5%), Argentina (4%) e Turquia (3%). Os demais países representaram 36%, indicando ampla distribuição geográfica das vendas externas.

Nas importações, a China segue como principal fornecedora, responsável por 35% das compras do estado. Em seguida aparecem Argentina (15%), Estados Unidos (14%), Alemanha (4%), Austrália (3%) e Tailândia (3%), reforçando a forte demanda por insumos, máquinas, equipamentos e veículos. “Esse perfil de importações indica um parque produtivo em expansão, dependente de tecnologia para ganhar competitividade”, observa Spalenza.

Os termos de troca também tiveram evolução positiva em outubro, com alta de 3,5% frente a setembro. O resultado foi influenciado pela valorização de 0,3% nos preços das exportações e pela queda de 3,2% nos preços das importações, reforçando a competitividade dos produtos capixabas no mercado internacional.

As exportações seguem concentradas em itens de grande peso econômico. Apenas cinco produtos responderam por 75,84% do total vendido em outubro, somando US$ 815 milhões: minério de ferro (US$ 281 milhões; 26,16%), máquinas e equipamentos especializados (US$ 214 milhões; 19,97%), café verde (US$ 154 milhões; 14,37%), cal e materiais de construção (US$ 94,3 milhões; 8,78%) e semimanufaturados de ferro e aço (US$ 70,5 milhões; 6,57%). O grande destaque foi a alta de 156,48% nas exportações de máquinas e equipamentos industriais. “O avanço de itens industriais de maior valor agregado mostra que estamos ampliando nossa sofisticação produtiva”, avalia Spalenza.

Do lado das importações, cinco produtos concentraram 61,99% das aquisições, totalizando US$ 780 milhões: veículos de carga (US$ 267 milhões; 21,27%), veículos de passageiros (US$ 258 milhões; 20,52%), aeronaves e equipamentos (US$ 127 milhões; 10,09%), carvão (US$ 79,6 milhões; 6,32%) e equipamentos de telecomunicações (US$ 47,8 milhões; 3,79%). O comportamento indica investimentos em logística, transporte, renovação de frota e tecnologia.

Desempenho dos municípios

Entre os municípios, Aracruz, Anchieta e Vitória lideraram as exportações, somando US$ 639 milhões (55,6% do total). Aracruz manteve a liderança, com US$ 283 milhões (24,7%), impulsionada por reatores nucleares, máquinas e equipamentos mecânicos, que representaram 78,7% das vendas locais. Anchieta registrou US$ 192 milhões (16,7%), com predominância de minérios, escórias e cinzas. Vitória completou o ranking com US$ 163 milhões (14,2%).

Nas importações, Cariacica, Serra e Vitória concentraram 85,4% das compras externas, totalizando US$ 1,07 bilhão. Cariacica liderou isoladamente, movimentando US$ 643 milhões (51,1%), puxada pela aquisição de veículos, tratores e peças (83,9%). Serra importou US$ 220 milhões (17,5%), com destaque para combustíveis e óleos minerais (34,9%). Vitória registrou US$ 211 milhões (16,8%), sobretudo devido à compra de aeronaves e partes (57,7%).

“O Espírito Santo consolida uma posição estratégica no cenário internacional. Estamos assistindo a um crescimento sustentado, com diversificação e aumento da capacidade competitiva em produtos de alto valor”, conclui Spalenza.

A pesquisa completa, com todos os dados detalhados, está disponível no site do Portal do Comércio-ES.

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