Vila Velha vai ganhar 50 mil árvores até 2030 para reduzir áreas de calor

Vila Velha vai ganhar 50 mil árvores até 2030 para reduzir áreas de calor

Vila Velha vai plantar 50 mil árvores até 2030 como parte de um esforço para reduzir as áreas de calor na cidade. A iniciativa conta com estudos detalhados conduzidos por uma empresa especializada, além de consultas públicas apoiadas por instituições acadêmicas, como a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a Universidade de Vila Velha (UVV) e o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). O diagnóstico realizado apontou déficits de arborização no município.

“Agora, com os planos, temos indicadores claros a alcançar”, afirma Manuela, gestora responsável pelo projeto.

Os projetos vão definir orientações específicas para o plantio, com prioridade para regiões onde o município apresenta ilhas de calor — áreas com pouca arborização e grande predominância de concreto e asfalto, onde a temperatura pode ser até 5 °C mais alta que em outras partes da cidade.

Os estudos indicam que Vila Velha tem baixa diversidade de espécies arbóreas: das 337 registradas, 60% são exóticas e 40% nativas. Entre elas, 50 são consideradas invasoras, dificultando o manejo e, em alguns casos, prejudicando a fiação urbana.

Os materiais do projeto também preveem orientações sobre podas e sobre a estrutura das calçadas, de modo a evitar danos às passagens de pedestres e ciclistas pelo crescimento das raízes das árvores.

“Nós realizamos diagnósticos nas cinco regiões administrativas de Vila Velha e, considerando as ilhas de calor, vamos priorizar essas áreas”, projeta Manuela.

Além da atuação da prefeitura, os estudos estarão disponíveis à população, permitindo que os moradores saibam quais espécies podem ser plantadas em frente a suas casas, evitando danos estruturais.

Manuela explica que os parques naturais da cidade enfrentaram impactos como desmatamento, incêndios e descarte irregular de resíduos, além da presença de espécies invasoras. Com os Planos de Recuperação Ambiental (PRADs), será realizada a retirada dessas espécies, seguida pelo plantio de 50 mil mudas nativas nos próximos cinco anos.

“Tudo isso faz parte dos programas Vila Velha 500 Anos e Vila Velha Descarbonizada. Também estamos recuperando áreas de restinga nas orlas de Itapuã, Itaparica, Praia do Barrão, Barra do Jucu e Nova Ponta da Fruta”, acrescenta Manuela.

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