“Pupá”, do Rio Grande do Norte, é o Melhor Filme no 11º Cine.Ema

“Pupá”, do Rio Grande do Norte, é o Melhor Filme no 11º Cine.Ema

O Brasil visto de dentro, com olhos atentos e câmera em punho, foi o grande protagonista do 11º Festival Nacional de Cinema Ambiental do Espírito Santo (Cine.Ema). Encerrando sua edição deste ano, o evento premiou obras que atravessam o país — do sertão à cidade grande — abordando temas ambientais, sociais e culturais.

O grande vencedor foi “Pupá”, documentário dirigido por Osani, do Rio Grande do Norte, eleito Melhor Filme pelo júri oficial. A obra retrata a rotina de uma mulher cuja alegria e liberdade se impõem como resistência cotidiana em Acari, no sertão potiguar. Um retrato sensível sobre presença, pertencimento e identidade, que reafirma o cinema como território de afeto.

Outros destaques incluíram “A Nave que Nunca Pousa”, documentário da paraibana Ellen Morais, premiado por Melhor Montagem, e “Sertão 2138”, ficção científica de Deuilton Junior (PE), vencedor de Melhor Fotografia.

“É um gênero que gosto muito e busco inovar. Fui em busca de um lugar novo, e o Sertão foi onde encontrei inspiração, também destacando o protagonismo negro com a atriz Clau Barros”, afirmou o diretor.

A Nave que Nunca PousaDir. Ellen Morais (PB)

A Menção Honrosa ficou com “Nascida com a Manhã”, do capixaba João Giry, que também conquistou o Prêmio Júri Popular da Mostra Cine.Ema. O filme emociona ao retratar o amor e o cuidado materno de Lúcia, mulher que há mais de 40 anos dedica-se integralmente ao filho José Leandro, PCD neurodivergente.


“É a história da minha avó, o pilar mais forte da minha família. A produção é intimista, gravei de longe, sem interferir no cotidiano deles”, contou o diretor.

Na Mostra Infantil Cine.Eminha, o público escolheu “Natureza”, animação mineira de Sheila Rodrigues e Jaqueline Lopes, como favorita — uma produção delicada que convida crianças e adultos a repensarem a relação com o planeta.

“É tempo de regenerar, nosso tema deste ano, e regenerar também é construir coletivamente. O voto popular é uma forma do público participar dessa jornada e fortalecer o cinema como ferramenta de transformação”.

Tania Caju, idealizadora e curadora do festival.


Consolidado como um dos principais espaços de difusão do audiovisual independente no país, o Cine.Ema recebeu 494 filmes inscritos, de 25 estados e do Distrito Federal, somando mais de 104 horas de exibição. Todas as produções foram exibidas online, com recursos de acessibilidade (Libras, legendas e audiodescrição), reforçando o caráter democrático e inclusivo do festival.

O 11º Festival Cine.Ema contou com o patrocínio do Grupo Águia Branca e da Suzano, apoio da Reserva Ambiental Águia Branca, Unimed Sul Capixaba, Prefeitura de Aracruz e TVE Espírito Santo, sendo uma realização da Caju Produções e do Ministério da Cultura – Governo Federal, por meio da Lei Rouanet.


🏆 Vencedores da 11ª Edição do Cine.Ema

  • Melhor Filme: Pupá — Dir. Osani (RN)
  • Melhor Montagem: A Nave que Nunca Pousa — Dir. Ellen Morais (PB)
  • Melhor Fotografia: Sertão 2138 — Dir. Deuilton B. Junior (PE)
  • Menção Honrosa: Nascida com a Manhã — Dir. João Giry (ES)
  • Júri Popular Cine.Ema: Nascida com a Manhã — Dir. João Giry (ES)
  • Júri Popular Cine.Eminha: Natureza — Dir. Sheila Rodrigues e Jaqueline Lopes (MG)
Nascida com a Manhã — Dir. João Giry (ES)

Créditos Divulgação Cine.Ema

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