Obra de artista capixaba integra exposição na COP 3o em Belém

Obra de artista capixaba integra exposição na COP 3o em Belém

A obra “Enquanto correm as águas” integra a exposição “Um rio não existe sozinho”, projeto do Instituto Tomie Ohtake realizado no Museu Goeldi, em Belém (PA). Com curadoria de Sabrina Fontenele (Instituto Tomie Ohtake) e Vânia Leal (Centro Cultural Bienal das Amazônias), a mostra propõe um diálogo entre arte, ciência e meio ambiente, em sintonia com os temas da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que acontece em novembro de 2025. A equipe responsável pela instalação foi a Belém acompanhar a montagem através do Edital de Circulação e Intercâmbio, da Secretaria da Cultura (Secult), com recursos do Fundo de Cultura do Espírito Santo (Funcultura).

A instalação nasce do desejo de conhecer as pororocas e parte da pergunta: como habitar a possibilidade de um mundo sem pororocas e, ao mesmo tempo, alimentar o sonho de encontrá-las? Composta por cinco placas também embarcações, a obra carrega códigos de comunicação entre marinheiros visíveis e invisíveis, em uma linguagem inspirada nas cartografias navais e nos pontos riscados.

Cada placa é sustentada por um remo, símbolo das memórias familiares ligadas à pesca e à ancestralidade. A peça foi criada para ser atravessada por águas, ventos e luz solar, assumindo características de barco e evocando o equilíbrio entre flutuação, afundamento e ancoragem.

Mais do que uma instalação, “Enquanto correm as águas” é um convite à imaginação de novos modos de vida e à construção de soluções enraizadas nos territórios. A presença da obra na mostra reforça o papel da arte e da cultura como agentes ativos nos debates sobre mudanças climáticas e justiça ambiental.

A exposição reúne obras de Déba Tacana, Elaine Arruda, Estúdio Flume, Francelino Mesquita, Gustavo Caboco, Mari Nagem, Noara Quintana, PV Dias, Rafael Segatto e Sallisa Rosa, que exploram as relações entre corpos, territórios e fluxos de água.

Fonte: Secult

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