Varizes: genética forte, mas prevenção e novos tratamentos fazem diferença

Varizes: genética forte, mas prevenção e novos tratamentos fazem diferença

As varizes são veias dilatadas e visíveis, geralmente nas pernas, que indicam uma dificuldade no retorno do sangue ao coração. Elas fazem parte de um quadro conhecido como insuficiência venosa crônica, uma condição que tende a se agravar com o tempo se não for tratada.

Apesar de terem um forte componente genético, hábitos saudáveis, diagnóstico precoce e tratamentos modernos ajudam a atrasar os sintomas e evitar complicações.


Predisposição genética e fatores de risco

A herança familiar é o principal fator de risco. Quando um ou ambos os pais têm varizes, a probabilidade de os filhos desenvolverem a doença aumenta bastante.
Ainda assim, a genética não é o único determinante. Outros fatores contribuem para o aparecimento e agravamento das varizes:

  • Sexo feminino: os hormônios femininos e as gestações favorecem o relaxamento das paredes das veias.
  • Idade: com o envelhecimento, as válvulas venosas perdem eficiência.
  • Sedentarismo: a falta de movimento dificulta o bombeamento do sangue pelas pernas.
  • Excesso de peso: o sobrepeso aumenta a pressão sobre as veias.
  • Longos períodos em pé ou sentado: dificultam o retorno venoso.
  • Histórico de trombose ou lesões venosas: podem causar danos permanentes às válvulas.

Como prevenir e aliviar os sintomas

Quem tem predisposição pode adotar medidas simples que fazem diferença no dia a dia:
  1. Praticar atividades físicas regularmente — caminhadas, pedaladas e exercícios para as pernas ajudam a ativar a circulação.
  2. Evitar o sedentarismo — movimentar-se sempre que possível, mesmo em jornadas longas de trabalho.
  3. Controlar o peso corporal — reduz a pressão sobre as pernas.
  4. Usar meias de compressão — sob orientação médica, elas melhoram o retorno venoso.
  5. Elevar as pernas — ao deitar ou descansar, ajuda o sangue a fluir para o coração.
  6. Evitar roupas e calçados apertados — que dificultam a circulação.
  7. Fazer acompanhamento médico — o diagnóstico precoce impede que pequenas varizes evoluam para quadros graves.

Diagnóstico precoce

O médico angiologista ou cirurgião vascular faz a avaliação clínica e solicita exames de imagem, como o ultrassom com doppler venoso, capaz de identificar o fluxo de sangue e possíveis refluxos.
Detectar o problema cedo permite escolher o tratamento ideal e evitar que as varizes avancem.


Tratamentos modernos e menos invasivos

Os avanços na medicina vascular permitem tratar as varizes com técnicas mais seguras e com recuperação rápida.
Entre os principais métodos estão:

  • Escleroterapia (com ou sem espuma) — injeções que “fecham” as veias doentes, indicadas para varizes pequenas e médias.
  • Laser endovenoso e radiofrequência — tecnologias que utilizam calor para selar as veias afetadas, substituindo as antigas cirurgias com cortes extensos.
  • Laser transdérmico — usado para vasinhos superficiais e microvarizes.
  • Microcirurgia — indicada quando há necessidade de remover veias mais calibrosas.
  • Tratamentos combinados — muitas vezes, o médico associa técnicas para alcançar melhor resultado estético e funcional.

Essas abordagens reduzem o tempo de recuperação, a dor e o risco de complicações, além de proporcionarem resultados estéticos mais satisfatórios.


Cuidados após o tratamento

Mesmo após o procedimento, pessoas com predisposição genética devem manter os cuidados preventivos.
O uso de meias compressivas, a prática de exercícios e o controle do peso ajudam a evitar recidivas.
Consultas de acompanhamento são fundamentais para identificar e tratar novas varizes logo no início.


Quando não tratadas

Sem cuidados, as varizes podem causar dor, inchaço, sensação de peso, manchas na pele e, em estágios mais avançados, úlceras e tromboses.
Essas complicações podem comprometer a mobilidade e a qualidade de vida, por isso o acompanhamento médico é essencial.

Deixe um comentário