Roca Sales, município do Vale do Taquari (RS) severamente atingido pelas enchentes de 2023 e 2024, planeja um projeto inédito no Brasil: a construção de uma réplica monumental da Arca de Noé, inspirada nas dimensões descritas na narrativa bíblica. A proposta, liderada por empresários locais, tem como objetivo transformar a cidade em um novo polo do turismo religioso no Sul do país.
O projeto é desenvolvido pela Associação de Amigos Reconstruindo Roca Sales (AARRS), presidida pelo empresário Eduardo Alves Salgado. A iniciativa busca unir fé, reconstrução e desenvolvimento econômico, oferecendo à população um símbolo de esperança após a devastação provocada pelas cheias que marcaram a história recente da cidade.
Assim como o Cristo Protetor de Encantado mudou o perfil turístico da região, a Arca de Noé pretende se tornar um novo vetor simbólico, espiritual e econômico para o Vale do Taquari. A obra será totalmente financiada pela iniciativa privada e contará com apoio institucional da prefeitura.
A estrutura será feita em concreto, com revestimento externo em porcelanato que imita madeira e interior em madeira natural. As dimensões previstas são grandiosas: cerca de 120 metros de comprimento, 22,5 metros de largura e 13,5 metros de altura, podendo chegar a 150 metros de extensão na versão final do projeto.
No interior da arca, o plano é criar um complexo turístico com museu temático, restaurante, cafeteria, vinícola e espaços para eventos culturais e religiosos. A área total prevista para o empreendimento é de aproximadamente oito hectares.
Segundo os organizadores, a arca será erguida no topo de um morro, de onde será possível avistar o Cristo Protetor, em Encantado. A ideia é criar uma conexão espiritual e geográfica entre dois pontos de fé do Vale do Taquari, formando uma rota religiosa regional.
O projeto também pretende preservar a memória das enchentes que atingiram Roca Sales e simbolizar o renascimento do município. A Arca de Noé deverá se tornar um marco de superação e reconstrução, atraindo turistas, peregrinos e estudiosos da fé cristã.
O início das obras depende da conclusão dos trâmites de licenciamento e captação de recursos, mas a estimativa é que o complexo fique pronto até 2030.
Fonte: Gazeta do Povo









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