A dieta cetogênica ganhou popularidade por prometer emagrecimento rápido. É um plano alimentar que restringe drasticamente os carboidratos, forçando o corpo a usar gordura como principal fonte de energia, em um processo chamado cetose, que produz corpos cetônicos no fígado para o corpo.
Para entrar em cetose, o consumo de carboidratos deve ser baixo (geralmente 20-50g por dia). Essa dieta pode ajudar na perda de peso e tem aplicações terapêuticas, como no controle da epilepsia, mas deve ser acompanhada por um profissional de saúde devido aos possíveis riscos, como o aumento do colesterol e sobrecarga de órgãos.
Na prática, a alimentação prioriza carnes, ovos, peixes, queijos, azeite, castanhas e vegetais com poucos carboidratos. Ao mesmo tempo, restringe doces, refrigerantes, massas, grãos, frutas muito doces e alimentos ultraprocessados.
Entre os possíveis benefícios estão a perda de peso, redução da fome, melhora na sensibilidade à insulina e controle da glicemia. Em alguns casos, também pode ajudar no equilíbrio do colesterol bom e dos triglicerídeos.
Por outro lado, há riscos importantes. A dieta pode aumentar o colesterol ruim, causar carência de vitaminas e fibras e reduzir a diversidade da flora intestinal. Nos primeiros dias, é comum sentir dor de cabeça, cansaço e náusea, sintomas conhecidos como “gripe cetogênica”.
A cetogênica não é indicada para todos. Pessoas com doenças no fígado, rins ou pâncreas, gestantes e lactantes devem evitar. O acompanhamento médico ou nutricional é essencial para ajustar a dieta e monitorar a saúde.
Em resumo, a dieta cetogênica pode ajudar no emagrecimento, mas exige cautela, orientação profissional e avaliação individual dos riscos e benefícios.









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