A revolução sustentável da moda: Reciclar é o novo estilo

A revolução sustentável da moda: Reciclar é o novo estilo

A indústria da moda está passando por uma transformação significativa rumo à sustentabilidade. Em vez de descartar toneladas de tecidos, as marcas estão investindo na reciclagem para atender às novas legislações que exigem transparência sobre o destino das roupas usadas. No Brasil, cerca de 170 mil toneladas de roupas são produzidas anualmente, mas apenas 20% delas são recicladas ou reaproveitadas.

O principal desafio técnico reside na composição das peças, que frequentemente combinam diferentes fibras, como algodão e poliéster. Essas misturas precisam ser separadas quimicamente antes de serem recicladas. Apenas 2% de todo o têxtil produzido no mundo é reciclado ou reciclável, evidenciando a urgência de soluções inovadoras.

A inovação tecnológica surge como resposta a esse desafio. Processos que utilizam calor e química conseguem “desmontar” os tecidos, enquanto a inteligência artificial (IA) identifica a composição de cada peça e direciona corretamente para a reciclagem. Equipamentos equipados com sensores hiperespectrais podem identificar e classificar tecidos com precisão de até 99%, mesmo em misturas complexas de fibras.

Além disso, iniciativas como o projeto PESCO-UP, lançado em janeiro de 2024, focam na transformação de resíduos mistos de poliéster/algodão em materiais limpos e de alta qualidade para o próximo ciclo de utilização.

A indústria da moda está, assim, transformando resíduos em novas roupas, alinhando-se a uma economia circular que visa reduzir o desperdício e prolongar o ciclo de vida dos produtos têxteis.

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